<  Setembro 2008  >
S T Q Q S S D
1 2 3 4 5 6 7
8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
29 30          
Buscar
Receba os posts
Terra Blog

Categoria: Campeonato Brasileiro

22.09.08

Muita calma nessa hora.

Desde que ostentamos o rótulo de líder (ou seria alvo?) do Campeonato não víamos alguém tão grudados em nossos pés. A diferença é das possíveis, a menor. Mas “palma, palma, não criemos cânico”. Afinal, pânico é tudo que não podemos ter em um momento delicado como esse. A situação é perfeita para a mídia. Ela tem a faca e o queijo na mão para inventar um estado calamitoso na Azenha visando desestabilizar a serenidade mostrada pelos jogadores e comissão técnica gremista até então. Será ouvido até domingo que o Olímpico vive um Estado de Sítio, iminente de uma catástrofe. Mas separemos os bois da boiada. Cada um no seu quadrado. A imprensa quer ver o circo pegar fogo, problema deles. A única relação que devemos ter é de bloquear os tiros oriundos do jornalismo esportivo brasileiro (lê-se Rio-SP).

Sobre o jogo contra o Atlético Paranaense são possíveis duas óticas discrepantes. Se você não pode ver o jogo, pois estava passando o domingo com a família, possivelmente deve ter visto o Tadeu Schmitt no Fantástico dizendo que o jogo foi um insonso zero a zero e que o tricolor gaúcho continua mergulhado na queda de rendimento. No entanto, se você outorgou para sua mãe que ela não iria ver Domingo Legal porque o jogo do Grêmio iria passar na telinha, evidentemente sua concepção da partida foi divergente.

O jogo era quente. Tinha todos os ingredientes prá ser. A pancadaria de 2007 gerou uma rivalidade surreal entre as equipes. Na verdade, mais para o Atlético cuja torcida parecia ter sangue nos olhos (nem o Keirrison e o Coxa são tão odiados pelos torcedores do Furacão que nem o Tcheco e o Grêmio!). Infelizmente, a linha tênue entre rivalidade e marginalidade gerou uma desnecessária baderna antes do jogo, mas isso faz parte da ala repugnante e desprazível do futebol que não vale a pena ser lembrada.

A partida em si resume-se em uma só palavra: pressão. A torcida rubronegra era motivada pelo som da última vogal. Vaiava o Grêmio, o Tcheco, o árbitro, até mesmo o próprio time. Dentro das quatro linhas, quem pressionava era o Tricolor. E isso vale para os dois tempos. As conclusões gremistas apenas serviram para consagrar aquele que já é consagrado do lado azul de Porto Alegre. O ataque bombardeou o gol, mas Galatto não deixou nada entrar. A pressão do Grêmio e da torcida era tanta que, finalmente, conseguiu o que queria. Se o objetivo se profetizou aí são outros quinhentos. Passados mais de 40 minutos do segundo tempo, Soares leva um carrinho POR TRÁS dentro da grande área caracterizando uma penalidade máxima escandolosa e que o Senhor Alício Pena Júnior fez questão de fingir que não viu, impedindo a vitória do Grêmio. O jogo acabou e o placar ficou engasgado pelo fato de termos jogado muito mais e não conseguirmos o resultado.

Mas a melhor notícia é que o time voltou a funcionar. A engrenagem gremista de novo está pegando no tranco. A atuação, elogiada por Sexy Hot, realmente serviu de parâmetro para perceber que não esquecemos como jogar bola. E esse “jogar bola” a que me refiro é o do nosso jeito, esse mesmo que Deus e o mundo criticam. Agora, temos uma semana de treinamento visando o GRE-nal no fim de semana que vem. Doze rodadas para ouvirmos ‘É CAMPEÃO!’ ou um 'morreu na praia'. Está em nossas mãos decidir o que queremos escutar lá no final do ano.

14.09.08

Alôôôôôô, o 2º turno começou!!!

Deu tudo errado. Vem dando tudo errado. Aquele Grêmio de sete rodadas atrás, onde está? Cadê a marcação que não deixa o outro time jogar? Victor, cadê o melhor jogador do primeiro turno? E a defesa sólida e intransponível, algum sinal? E o time pragmático e eficiente, hein? Por acaso alguém viu esse Grêmio do qual eu estou falando? É importante, pra não dizer crucial, que o técnico perceba que não foi um deslize qualquer em um jogo ímpar, o problema já nos acompanha há umas cinco ou seis rodadas. Caçaram e vão continuar caçando o Grêmio. Parece que tem um X em nossas testas e todos já estão escolhendo suas armas com melhor pontaria para acertar o head shot.

Quando o juiz de Figueirense 1 x 7 Grêmio apitou o final daquele jogo estávamos fadados a uma avalanche de holofotes e críticas que já era de se esperar. Sempre que estamos na frente questionam o futebol peleador do Sul, a destacar-se o do Grêmio. Vão falar do nosso time e misturam na mesma receita raça e violência, adicionam uma pitada de “argentinidade” e definem o tricolor dessa maneira. Se vencemos é porque batemos muito. Caso contrário, quando derrotado, somos – o bom e velho apelido que nos persegue – cavalo paraguaio.

No início do campeonato éramos candidatos ao rebaixamento, possuíamos um elenco limitado e quem nos comandava era um técnico extremamente criticado e retranqueiro. Depois de 25 rodadas temos o status de líder, plantel fortíssimo e um comandante mudado e finalmente identificado com o time. Essa história de que o Grêmio só consegue jogar com a corda esticada já deu o que tinha que dar. Tudo bem que o campeonato ainda está aberto – agora mais do que nunca. Já passou da hora de assumirmos o rótulo de favorito. Não no sentido estrito e explícito da palavra, mas de apresentarmos um futebol como se fosse o tal.

01.09.08

Dever de casa feito.

A lição de casa foi feita. O jogo contra o Vasco era o que precisávamos pra nos reencontrar com a vitória. Lá no Monumental quem manda é o Grêmio e fim de papo. Agora, mais do que nunca, somos favoritíssimos ao título. O desabafo de Marcel é sincero. Não tem mais porque o Brasil duvidar do Imortal. 

 



Nesse jogo, o ponto a se destacar foi a intensa participação dos atacantes gremistas. Aqueles mesmos, criticados durante toda a competição, foram responsáveis pela vitória de nossa equipe. Marcel pra Soares: 1 a 0. Soares pra Marcel: 2 a 1. O centroavante de nossa equipe está mostrando futebol para ser titular. Corre, marca, arma, cabeceia, chuta... Tudo o que queremos de um jogador do Grêmio o Marcel está fazendo. Perea, para nossa infelicidade momentânea, se machucou e saiu ainda no 1º tempo. Momentânea eu disse? Sim. Soares entrou e foi o um dos nomes do jogo. Parece que o gol no Gre-nal de quinta-feira empolgou o franzino. Ótimo! Mais uma opção na tropa de ataque do tricolor gaúcho. E veio em ótima hora por causa da lesão de Reinaldo e, até onde se sabe, de Perea (que já não contaríamos nos próximos jogos contra o Fluminense e Goiás por ele estar servindo a Seleção Colombiana).


Quero destacar também, além de prever, a dor de cabeça que o técnico Celso Roth terá para montar o meio campo do nosso time. Modéstia à parte, é MUITA qualidade para somente três vagas. Principalmente: Souza, Tcheco, Orteman, Rafael Carioca e William Magrão.Todos são potenciais titulares. Souza é, individualmente, o melhor jogador do elenco em minha opinião. Tcheco se encaixa como uma luva no Grêmio, é impressionante como esse jogador se identifica com o time. Orteman já mostrou ter bastante qualidade, só precisa entrar em forma. E temos os dois melhores volantes do Campeonato Brasileiro 2008: Rafael Carioca e William Magrão. Os guris de, respectivamente, 18 e 21 anos são a tradução do que é o Grêmio na competição.

Negativamente, ressalvo o gol tomado pelo Grêmio. Apesar de nossa defesa ainda ser a melhor do Brasileirão, não podemos tomar um gol daqueles no momento e nas circunstâncias em que tomamos. Ouvi dizer que dos 16 gols que tomamos, 8 foram de bola parada. Uma zaga deste tamanho não pode deixar isso acontecer. Vamos acordar nesse ponto hein minha gente!

Mas é isso aí. Quanto mais favoritos somos, mais perigosa é a nossa situação. Sempre com humildade e simplicidade, um time sem estrelas cujo conjunto é a sua força vai liderando o campeonato. O Botafogo brecou, graças ao bom Deus, na hora certa. O Palmeiras já assusta e o clima no Palestra é de passar o Grêmio.

Dá-lhe Tricolor. Pra cima deles GRÊMIO!!!

25.08.08

Batalha dos Aflitos II

É realmente incrível o que acontece quando Grêmio e Náutico se enfrentam nos Aflitos. Parece que quando esses times se encontram em Pernambuco o nome do estádio faz-se valer mais do que qualquer confronto. É mais incrível ainda a superação da equipe tricolor nesse estádio. O Grêmio vinha de derrota na última rodada para o Flamengo no RJ e tinha que continuar pontuando para manter a vantagem sobre o segundo colocado. O Náutico havia perdido em casa para o Fluminense e o "fantasma do rebaixamento" já era uma realidade para o Timbu. Ingredientes não faltavam para apimentar o Gre-Nau.

O Grêmio começou melhor. A defesa do Náutico deixava vários espaços para o time sulista, principalmente nas laterais. Assim, o Tricolor insistia na jogada pelos lados do campo, alçando bolas pelo alto na área do time pernambucano. Apesar de uma certa pressão com uma overdose de escanteios no início, não deu certo, não conseguimos marcar. No decorrer dos últimos minutos o Náutico conseguiu equilibrar a partida. Léo, que voltava de suspensão, estava na hora e no lugar certo quando salvou uma bola em cima da linha. Lance mais perigoso pelos 2 lados até então. Lamentei o cartão amarelo de William Magrão que o tira do próximo jogo contra o Vasco.



No segundo tempo o Náutico voltou melhor, tanto que marcou logo no início da etapa final com Paulo Santos. Até àquele momento, o Grêmio parecia que não havia entrado em campo para o restante do jogo. Foi assim por mais uns 5 minutos. Eu já clamava por substituições. Souza e André Luís - na ausência de Reinaldo - entraram, respectivamente, no lugar de Rafael Carioca e Perea. Muito bem, Roth. Perea não estava bem e como já não iria contar com William Magrão na próxima rodada, perder Rafael Carioca, que joagava pendurado, seria uma lástima. A pretensão de Celso Roth era tornar o time mais ofensivo, Tcheco virou um segundo volante e Souza ocupava o meio-campo. Porém, não surtia muitos efeitos. Makelele entrou, Léo saiu. Agora, com um 4-4-2, a busca pelo empate era incessante. Contudo, sem eficiência. Não conseguíamos tocar a bola no campo adversário (o campo não ajudava). Foi aí que vimos o Grêmio, mais uma vez, mostrar sua Imortalidade. Insistimos tanto que aos 48 do segundo tempo, contando com presença até mesmo de Victor na área adversária, empatamos com Réver. Emocionante! Pura raça e determinação da equipe gremista.


 


Nas circunstâncias do jogo o empate foi bom, a atuação não. Os comentaristas, depois do jogo, falavam: "Ô timezinho chato de ganhar esse Grêmio" e chamavam nosso futebol de pragmático. Eu digo mais, estamos jogando um futebol de campeão. E é isso mesmo! Somos um time aguerrido, que não desiste nunca. O Imortal ressucita nos últimos segundos e após duas rodadas fora de casa, mantém a vantagem de 5 pontos sobre o segundo colocado, agora o Palmeiras. Agora temos GRE-nal no meio da semana pela Sulamericana e pegamos o Vasco pelo Brasileirão no final de semana. Ambos em casa. A torcida pintará o Monumental de azul, preto e branco mais uma vez, tanto na quarta-feira (!) quanto no domingo. E lá estaremos, com o nosso futebol chato, feio e pragmático. Entretanto, com o mesmo futebol eficiente que nos dá a liderança do Campeonato.

Pra cima deles, Grêmio.