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Terra Blog

22.09.08

Muita calma nessa hora.

Desde que ostentamos o rótulo de líder (ou seria alvo?) do Campeonato não víamos alguém tão grudados em nossos pés. A diferença é das possíveis, a menor. Mas “palma, palma, não criemos cânico”. Afinal, pânico é tudo que não podemos ter em um momento delicado como esse. A situação é perfeita para a mídia. Ela tem a faca e o queijo na mão para inventar um estado calamitoso na Azenha visando desestabilizar a serenidade mostrada pelos jogadores e comissão técnica gremista até então. Será ouvido até domingo que o Olímpico vive um Estado de Sítio, iminente de uma catástrofe. Mas separemos os bois da boiada. Cada um no seu quadrado. A imprensa quer ver o circo pegar fogo, problema deles. A única relação que devemos ter é de bloquear os tiros oriundos do jornalismo esportivo brasileiro (lê-se Rio-SP).

Sobre o jogo contra o Atlético Paranaense são possíveis duas óticas discrepantes. Se você não pode ver o jogo, pois estava passando o domingo com a família, possivelmente deve ter visto o Tadeu Schmitt no Fantástico dizendo que o jogo foi um insonso zero a zero e que o tricolor gaúcho continua mergulhado na queda de rendimento. No entanto, se você outorgou para sua mãe que ela não iria ver Domingo Legal porque o jogo do Grêmio iria passar na telinha, evidentemente sua concepção da partida foi divergente.

O jogo era quente. Tinha todos os ingredientes prá ser. A pancadaria de 2007 gerou uma rivalidade surreal entre as equipes. Na verdade, mais para o Atlético cuja torcida parecia ter sangue nos olhos (nem o Keirrison e o Coxa são tão odiados pelos torcedores do Furacão que nem o Tcheco e o Grêmio!). Infelizmente, a linha tênue entre rivalidade e marginalidade gerou uma desnecessária baderna antes do jogo, mas isso faz parte da ala repugnante e desprazível do futebol que não vale a pena ser lembrada.

A partida em si resume-se em uma só palavra: pressão. A torcida rubronegra era motivada pelo som da última vogal. Vaiava o Grêmio, o Tcheco, o árbitro, até mesmo o próprio time. Dentro das quatro linhas, quem pressionava era o Tricolor. E isso vale para os dois tempos. As conclusões gremistas apenas serviram para consagrar aquele que já é consagrado do lado azul de Porto Alegre. O ataque bombardeou o gol, mas Galatto não deixou nada entrar. A pressão do Grêmio e da torcida era tanta que, finalmente, conseguiu o que queria. Se o objetivo se profetizou aí são outros quinhentos. Passados mais de 40 minutos do segundo tempo, Soares leva um carrinho POR TRÁS dentro da grande área caracterizando uma penalidade máxima escandolosa e que o Senhor Alício Pena Júnior fez questão de fingir que não viu, impedindo a vitória do Grêmio. O jogo acabou e o placar ficou engasgado pelo fato de termos jogado muito mais e não conseguirmos o resultado.

Mas a melhor notícia é que o time voltou a funcionar. A engrenagem gremista de novo está pegando no tranco. A atuação, elogiada por Sexy Hot, realmente serviu de parâmetro para perceber que não esquecemos como jogar bola. E esse “jogar bola” a que me refiro é o do nosso jeito, esse mesmo que Deus e o mundo criticam. Agora, temos uma semana de treinamento visando o GRE-nal no fim de semana que vem. Doze rodadas para ouvirmos ‘É CAMPEÃO!’ ou um 'morreu na praia'. Está em nossas mãos decidir o que queremos escutar lá no final do ano.

20.09.08

Ação e Reação.

categorias: Alento
Ser líder é complicado. Indubitavelmente, manter-se no topo não é uma das tarefas mais fáceis. Por ter somente o céu acima de sua cabeça, você descuida-se por alguns pífios segundos de suas pernas e lá estão os adversários para passar uma rasteira e te derrubar no chão. Mas ao mesmo tempo, é tanto o receio de cair que às vezes são mantidos por demasia os olhares nas pernas e esquece-se o fato de que olhar pra frente é um fator significativo para manter-se em pé. Contudo, como vovó já dizia: é errando que se aprende. A frase pode soar clichê, mas sua veracidade não a deixa entrar em desuso.

A tarefa incumbida a Celso Roth após a queda de produção de tornar o time imprevisível foi atendida. Nos treinos da semana esquemas, substituições e vários testes foram feitos visando alcançar a fórmula perfeita e, finalmente, chegou-se ao gran finale. Tcheco voltará a reger a orquestra gremista; segundo pede a lógica, Jean entra no lugar de Pereira, machucado; Souza cederá a vaga para Orteman, junto a ele, entrará em campo a esperança dos volantes voltarem a desempenhar sua primazia; Ânderson Pico retorna ao lugar do qual nunca devia ter sido tirado; “El Ciclón” – Perea para os mais íntimos – regressa cheio de vontade e confiança para balançar a rede de Galatto; com Reinaldo e André Luís (?) suspensos, surge a perfeita oportunidade para Richard “El Chengue” Morales estrear com o manto tricolor. É para ficar de olho.

Em 2007, dois jogos, duas guerras. Mais no sentido literal do que futebolístico da palavra. No primeiro turno, três pênaltis, muita reclamação e uma vitória, segundo nós, justa, segundo eles, não tão justa assim. Mas quem vive de passado é museu...

A hora de reagir é agora. A 3ª Lei de Newton e a necessidade imediata de resposta ratificam e engrandecem o momento. Não é hora mais de esperar sentado no barco e boiar na água, e sim de fazer o vento soprar a nosso favor.

17.09.08

Se somos assim, não é por acaso.

categorias: Alento
Apesar de o momento não ser o melhor, é na frase estampada em uma das faixas do Olímpico que tiramos forças para reverter a situação que vivenciamos no momento. O Grêmio teve a temida queda de produção. Justificativas pintam por todos os lados: declarações dos adversários, acomodação no topo, a balela da “corda esticada”, estudos e perseguições inimigas, entre outras afirmações meramente com o intuito de desmoralizar e inferiorizar a feérica campanha que fazemos. No entanto, o que caracteriza um campeão é a capacidade de cair e levantar no menor ínterim possível. Nada melhor que fazer isso quando tudo e todos estão secando e agourando o Grêmio. Temos o histórico de nos reerguer em circunstâncias desfortúnias e não será dessa vez que iremos nos abster. Se somos assim, não é por acaso.



Porém, não devemos fazer tempestade em copo d’água. Há doze laboriosas rodadas alcançamos, por mérito, a liderança. Depois desse jogo, doze, também, será o número de jogos que nos restam até o fatídico fim do campeonato, com igualdade de confrontos dentro e fora do Monumental. Temos três – irrisórios ou não, a ótica diverge-se nessa questão – pontos de vantagem sobre o vice-líder. Houve, indiscutivelmente, uma caída de rendimento do time gremista, mas quem não teve? O que devemos trabalhar é o encurtamento desse período. Devido ao fato, técnico e a diretoria se encontraram para uma discussão pacífica sobre o momento, fundamentalmente, analisando as opções e variações que terão de ser feitas visando à volta do bom futebol apresentado pela equipe anteriormente no 1º turno em detrimento da dita previsibilidade que aflige nosso time. Celsão vai ter que suar para deixar o nosso tricolor inopinado. É bom se apressar porque se ficar o bicho come, mas se correr fico na dúvida se o bicho pega.

15.09.08

105 anos.

Dependendo do referencial.

 

Para minha pessoa, dezenove anos. Para alguns jogadores, alguns anos: de glória ou não. Para certos técnicos, mais de um ano é muita coisa. Mas para a torcida: IMORTAL. Não somente no sentido conotativo da palavra, apesar de tudo por causa da impossibilidade dele morrer em nossos corações e em nossa alma.

Grêmio de Eurico Lara, Mazarópi, Baltazar, De Léon, Renato Portaluppi, César, Valdir Espinosa. De Danrlei, Arce, Rivarola, Mauro Galvão, Adílson, Dinho, Paulo Nunes, Jardel e Felipão. Também tem o Ânderson, Gallatto, Mano Menezes, Ronaldinho Gaúcho.

Parabéns ao Grêmio e a todos que junto a ele escreveram sua história. Torcida, jogadores e técnicos, todos unidos por um único sentimento. Fascinados pelo azul, preto, branco e apaixonados pelo Grêmio.

14.09.08

Alôôôôôô, o 2º turno começou!!!

Deu tudo errado. Vem dando tudo errado. Aquele Grêmio de sete rodadas atrás, onde está? Cadê a marcação que não deixa o outro time jogar? Victor, cadê o melhor jogador do primeiro turno? E a defesa sólida e intransponível, algum sinal? E o time pragmático e eficiente, hein? Por acaso alguém viu esse Grêmio do qual eu estou falando? É importante, pra não dizer crucial, que o técnico perceba que não foi um deslize qualquer em um jogo ímpar, o problema já nos acompanha há umas cinco ou seis rodadas. Caçaram e vão continuar caçando o Grêmio. Parece que tem um X em nossas testas e todos já estão escolhendo suas armas com melhor pontaria para acertar o head shot.

Quando o juiz de Figueirense 1 x 7 Grêmio apitou o final daquele jogo estávamos fadados a uma avalanche de holofotes e críticas que já era de se esperar. Sempre que estamos na frente questionam o futebol peleador do Sul, a destacar-se o do Grêmio. Vão falar do nosso time e misturam na mesma receita raça e violência, adicionam uma pitada de “argentinidade” e definem o tricolor dessa maneira. Se vencemos é porque batemos muito. Caso contrário, quando derrotado, somos – o bom e velho apelido que nos persegue – cavalo paraguaio.

No início do campeonato éramos candidatos ao rebaixamento, possuíamos um elenco limitado e quem nos comandava era um técnico extremamente criticado e retranqueiro. Depois de 25 rodadas temos o status de líder, plantel fortíssimo e um comandante mudado e finalmente identificado com o time. Essa história de que o Grêmio só consegue jogar com a corda esticada já deu o que tinha que dar. Tudo bem que o campeonato ainda está aberto – agora mais do que nunca. Já passou da hora de assumirmos o rótulo de favorito. Não no sentido estrito e explícito da palavra, mas de apresentarmos um futebol como se fosse o tal.